viver ou não viver?
Naquele dia tudo estava lindo, ela, inclusive. Estava destemida e otimista, como todo mundo está no dia 31.
Encorajada pelo prosecco, resolveu se aventurar mais uma vez, tocar o foda-se, curtir a juventude e fazer a noite virar dois dias.
De tão divertido que foi, despediu-se sem esperar nada, achou que já era o suficiente e que não precisava virar nada além do que tinha sido. E virou outra coisa.
Seja lá o que tenha virado ela acha que precisa disso tanto quanto um pé. É como se tivesse nascido um membro que ela não sabia que precisava, mas depois que nasceu, não sabe como viveu tanto tempo sem. Deve ser como ter um i-phone.
Ela gosta tanto do que virou, que tem medo de perder, de quebrar ou de que a roubem. Tipo um i-phone.
Ela sabe que se viveu vinte e sete anos sem isso, ela conseguiria sobreviver.
Não estamos neste mundo para sobreviver mas para superviver (haha).
Se fosse tão fácil, os budistas não falariam da impermanência e Vinícius não precisaria do uísque.
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i got it!
delicia de texto!
vou roubar um tiquinho!
beijas
Meminha arrasou no texto!
Muito bom texto Moema! beijos
adorei!