lenda urbana

28abr10

Alegria de pobre é pegar o ônibus de manhã e poder sentar.

E o Conceição sempre rola isso, mas é difícil chegar antes dele passar. Cheguei. Sentei, no lugar vago perto da cobradora. Quando começava a entrar na minha ausência*matinal de 20 minutos de percurso, a cobradora começa a conversar com o motorista.

Sobre o homem do carro preto que rouba crianças para roubar órgãos que nananam  e  que por isso  as mães não deixam mais  as crianças saírem de casa. Contou também sobre outros caras que tiravam os bebês dos colos das mães para gringos adotarem e sobre o bandido que atirou num bebê de 7 meses ao roubar uma casa.

Tentei não prestar atenção, mas ao invés de cobradora, ela devia ser roteirista de filme, daqueles que a gente pensa: “quanta desgraça!” mas que continuamos  vendo até o fim e com direito a choro.

Ela me entreteu e eu queria me concentrar.

E o motorista? Depois de mil anos falou com sotaque carregado, que no nordeste isso tudo é muito comum.

Será mesmo?

Prefiro acreditar que é lenda urbana, ou daquelas histórias que minha tia decorava para ter assunto depois.

*ausência nada, porque na verdade apago o ambiente que me envolve e penso no que tenho que fazer no dia, é o momento de me organizar.

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One Response to “lenda urbana”

  1. 1 livoca

    cara, é sensa!
    ônibus é o MELHOR ambiente pra se inspirar. cada dia é uma história.
    eu tenho um projeto de só escrever o q ouço no busão.
    ou tudo q acontece comigo.
    é digno….
    hahahhaa


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