O trabalho dignifica o homem

26jun10

Então, assumo que gosto das novelas do Manoel Carlos, que  vejo Dança dos famosos e que tenho uns blogs de patricinhas paulistanas no meu google reader.

Além de aprender sobre maquiagem (quem melhor do que elas para ensinar?) saber que elas fazem  luzes no Proença, que pagam pau para Alexa Chung, rolam umas baixarias super engraçadas do tipo uma chamar a outra de brega porque tem uma foto dela com o namorado (de mais de três sobrenomes, sempre) de abadá em Salvador. Ah, teve outra que foi chamada de fútil e vazia nos comentários e ela se justificou escrevendo com um português assombroso, que fazia cursos de línguas e que a família tinha uma instituição de caridade, que era muita inveja desse brasil.

Me fez lembrar de umas meninas do meu segundo grau em Brasília, que se reuniam na saída das aulas de sábado ao redor de um garoto e a sua Ferrari, e que xingavam  a mim e as minhas amigas de pobres porque  não tínhamos Louis Vuitton, ahahah.

Tá, mas isso tudo é para dizer que virou moda nessa roda  se formar, passar um tempo viajando e depois abrir uma grife copiando tudo que se vê nessa net sem porteira, incluindo os looks da Alexa Chung e Olivia Palermo.

Não é despeito, eu acredito no trabalho.

Tem uma grande diferença entre gostar de comprar e criar o que você gosta de comprar. Tem que haver inteligência e expertise.

Três exemplos:

  • Stella McCartney- filha do ex-beatle, que substituiu Lagerfeld na Chloé, na época ele  fez bico e falou que esperava que ela tivesse o mesmo talento do pai. E ela provou que tinha. Numa entrevista do Fashion Tv, ela disse que os pais sempre fizeram o máximo para que ela entendesse que é trabalhando é que se consegue o que quer. Ela disse também, que não foi fácil escolher  trilhar seu próprio caminho, não pegar o bonde na fama do pai.

As outras duas trataram de entender sobre o que os pais faziam e botaram a mão na massa

  • Jasmine Di Milo- Uma das herdeiras da Harrods, bem mais low profile que sua irmã Camilla, não usa o sobrenome Al- Fayed e tem a grife de vestidos de festa que é usada por Lady Gaga até Anne Hathaway. Os vestidos que são o carro-chefe da empresa,  têm os preços razoáveis se comparados aos de outras marcas concorrentes, como uma Marchesa da vida, o que revela seu aprendizado dos anos em que trabalhou com o pai.

  • Helena Bordon- tá, ela sustenta essa marca de it girl que é muito xarope, mas com a mãe a frente da Daslu  em ( em conjunto com Marcela, Luciana  e Dinho Tranchesi) abriu a grife 284. De patricinha para patricinha, sacou que havia essa demanda aqui. Tá essa galera pode ir a uma TopShop, numa Forever 21. Mas assim como a Daslu, (só que de fast fashion)   284 vende o que todo mundo quer usar por um  preço justo, tipo Zara.  Além de tudo usa o boca- a-boca como marketing. Claro, as amigas de Heleninha usam e divulgam isso em seus blog para um milhão de seguidoras. E até eu, que estou longe de ser e querer ser uma dasluzete, cogito ir até a loja e adiquirir um blazerzinho com manguinhas a la Balmain.

Depois de tudo isso o que quero dizer é que nem a riqueza, nem a beleza e nem a pobreza podem servir como limitação.  Mediocridade é mediocridade.

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