viver ou não viver?

10ago10

Naquele dia tudo estava lindo, ela, inclusive. Estava destemida e otimista, como todo mundo está no dia 31.

Encorajada pelo prosecco, resolveu se aventurar mais uma vez, tocar o foda-se, curtir a juventude e fazer a noite virar dois dias.

De tão divertido que foi, despediu-se sem esperar nada, achou que já era o suficiente e que não precisava virar nada além do que tinha sido. E virou outra coisa.

Seja lá o que tenha virado ela acha que precisa disso tanto quanto um pé. É como se tivesse nascido um membro que ela não sabia que precisava, mas depois que nasceu, não sabe como viveu tanto tempo sem. Deve ser como ter um i-phone.

Ela gosta tanto do que virou, que tem medo de perder, de quebrar ou de que a roubem. Tipo um i-phone.

Ela sabe que se viveu vinte e sete anos sem isso, ela conseguiria sobreviver.

Não estamos neste mundo para sobreviver mas para superviver (haha).

Se fosse tão fácil, os budistas não falariam da impermanência e Vinícius não precisaria do uísque.

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5 Responses to “viver ou não viver?”

  1. 1 lorena

    i got it!

  2. 2 Livinha

    delicia de texto!
    vou roubar um tiquinho!
    beijas

  3. 4 ricardotheo

    Muito bom texto Moema! beijos

  4. 5 Daniel

    adorei!


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